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Introdução – história da revolução cubana

 

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Antes mesmo que Fidel pudesse entrar vitorioso em Havana, a bandeira de seu grupo guerrilheiro já havia sido hasteada no Rio de Janeiro. Era já o final de 1958, mas a possibilidade da vitória da revolução em Cuba ainda parecia algo longínquo quando “o Comitê de Exilados Cubanos colocou a bandeira do Movimento 26 de Julho no alto do Pão de Açúcar e os principais jornais deram o fato na primeira página”, conta o historiador João dos Santos Filho, da Universidade de Maringá. O Comitê não reunia mais que vinte pessoas, incluindo alguns simpatizantes brasileiros, mas, afinal, a revolução não começou com aqueles poucos guerrilheiros sobreviventes de Sierra Maestra? Então, apesar de pequeno, o Comitê, liderado pelo ex-líder estudantil cubano José Venegas Valdespino, soube fazer o seu trabalho de divulgação: também estendeu a bandeira do M-26-7 no Viaduto do Chá, em São Paulo, promoveu um ato de protesto na Cinelândia, publicou panfletos denunciando as atrocidades de Fulgencio Batista e fizeram chegar à Câmara de Deputados uma moção de repúdio ao governo do ditador cubano. Por fim, no dia 28 de dezembro, o Comitê anunciou uma greve de fome até que o governo brasileiro rompesse as relações diplomáticas com Cuba. Tal greve não foi necessária. Como se sabe, na manhã do primeiro dia de janeiro de 1959, Batista encheu seu avião com os tesouros que pôde carregar e partiu de Havana para o exílio.

O Brasil vivia tempos de otimismo, e é de se imaginar que foi sorrindo muito que, dias depois, o presidente Juscelino Kubitschek recebeu o Comitê de Exilados Cubanos. Eles pediam que o Brasil reconhecesse o novo governo cubano e uma ajuda para voltar ao seu país. Juscelino não só emprestou um DCE 3, da Força Aérea, como garantiu que o grupo fizesse uma escala em Brasília para ver as obras da nova capital. Eles voltaram para Cuba no dia 18 de janeiro de 1959.

Pouco mais de cinquenta anos depois,cubanos,  profissionais da área da saúde, chegavam ao Brasil para participar do programa Mais Médicos, uma tentativa de resolver o problema da carência de médicos no interior do Brasil e nas periferias das grandes cidades. Em diversos aeroportos, porém, o desembarque desses profissionais teve cenas vergonhosas de grupos direitistas brasileiros vaiando e ofendendo os cubanos: “escravos”, “macacos” e, é claro, “volta para Cuba”.

“Volta para Cuba” ( e sua variação: “Vai para Cuba”) tornou-se uma das frases favoritas da direita  no grande debate que acontece nas ruas brasileiras. Mesmo anarquistas e trotskistas, que têm pouca ou nenhuma simpatia por Fidel, muitos dos quais jamais pisaram em Cuba, são intimados por direitistas a “voltarem” para Cuba. E cada publicação de algum comentário de intelectual de esquerda, a respeito de alguma ditadura sustentada pelos Estados Unidos, é religiosamente seguida de uma avalanche de cartas de leitores reclamando de Fidel não ter sido citado, acompanhadas quase sempre da intimação: “Vai para Cuba”.

Por outro lado, a visita ao Brasil da polêmica blogueira anticastrista Yoani Sanchéz também foi acompanhada de diversos tumultos provocados por grupos de esquerda pró-Castro, bem destacados pela grande imprensa brasileira. E, durante décadas, qualquer crítica feita no campo da esquerda ao regime cubano também corria o risco de ser soterrada por acusações de “pró-imperialismo” e “americanismo”.

Ao longo desses quase sessenta anos, Cuba foi o país, afora os Estados Unidos, que mais influência teve no debate político brasileiro.

Nos primeiros anos do regime de Fidel Castro, os governos brasileiros não compartilharam a hostilidade norte-americana contra a ilha. Até porque os revolucionários cubanos eram bem mais populares em toda a América Latina que o governo de Eisenhower, que, ao visitar o Brasil, em fevereiro de 1960, foi saudado pela União Nacional dos Estudantes com  a faixa “We like Fidel Castro” ( os universitários brasileiros não estavam sozinhos: ema pesquisa realizada pelo Instituto Gallup no início dos anos 1960 mostrou que, mesmo nos Estados Unidos, apenas 24% da população era a favor de uma intervenção armada em Cuba).

Em agosto do mesmo ano, Juscelino orientou o chanceler Horácio Lafer que, nos debates a respeito da questão cubana, mantivesse “extrema cautela” e que o Brasil deveria “conservar a mais completa independência e falar uma linguagem clara, amiga, franca e firme, tanto aos norte-americanos quanto aos cubanos”.

Seja por temor da opinião pública interna, por algum senso de justiça, por desejo já antigo de conquistar certa independência em política externa ou por simples desejo de barganhar seu apoio em troca de maior apoio econômico por parte dos Estados Unidos o fato é que o Brasil não só manteve certa neutralidade, como fez o Itamaraty ser protagonista de diversas tentativas de pacificar as relações entre os Estados Unidos e Cuba. O historiador Moniz Bandeira conta em seu livro De Martí a Fidel – A Revolução Cubana e a América Latina que foi muito por causa da resistência brasileira que os Estados Unidos não conseguiram o aval para que uma força militar pan-americana invadisse Cuba:

A posição do Brasil dificultava enormemente a estratégia dos EUA, via OEA, para destruir o regime revolucionário em Cuba. E Kennedy demonstrou sua preocupação ao receber as credenciais de Roberto Campos, designado embaixador em Washington (…).  E Roberto Campos, com toda a franqueza, respondeu a Kennedy não haver clima no Brasil para o apoio a qualquer ação coletiva contra Cuba, nem sob a forma de intervenção militar nem sequer moderadamente, sob forma de Reunião de Consulta, rompimento de relações ou bloqueio.

Fidel veio ao Brasil cinco meses depois da vitória da revolução. foi recebido no aeroporto pelo presidente Juscelino e, como todos os visitantes ilustres que passavam pelo país na época, teve um almoço no Palácio das Laranjeiras e foi levado para Brasília, para ver as obras da nova capital. Jânio Quadros por sua vez chegou a visitar Cuba, em abril de 1960, em meio à sua campanha a presidente. E encontrou-se com Che Guevara, que, aparentemente tinha a simpatia generalizada dos diplomatas brasileiros. O embaixador Vasco Leão da Cunha (que depois seria o primeiro ministro de Relações Exteriores da Ditadura Militar) se disse impressionado “com sua correção”: “um homem sério”, “magnífico, homem de palavra”. E outro diplomata brasileiro, José Maria Ruiz de Gamboa, chegou a lamentar que o “comandante Guevara, sendo argentino, infelizmente para nós não é o Chanceler de Cuba”.

Naquele momento, eram vários os livros sobre Cuba nas livrarias brasileiras. O primeiro deles foi lançado ainda em 1959: Sierra Maestra: a Revolução de Fidel Castro, escrito pelo repórter Armando Gimenez, A ele se seguiram vários outros, como Cuba, vanguarda e farol da América (de Nary Machado) e Vais bem, Fidel (de Jurema Finamour), este último com prefácio de Leonel Brizola. Além disso, “diversos comitês de apoio a Cuba ( com participantes tão distintos como trotskistas, comunistas, petebistas, pessebistas, acadêmicos, sindicalistas e estudantes) começaram a surgir no Brasil”, diz Luis Bernardo Pericás no prefácio para a edição cubana de seu livro Che Guevara e o debate econômico em Cuba. “Basta lembrar do Encontro Estadual dos Amigos de Cuba, em julho de 1961, na sede do sindicato dos metalúrgicos de São Paulo, cuja comissão organizadora incluía nomes como o jovem luxemburguista Michael Löwy, o historiador Caio Prado Júnior e o físico Mario Schenberg”.

No caso da votação pela expulsão de Cuba da OEA, em 1962, o Brasil foi um dos seis países que se abstiveram. Parece pouco, mas foi uma demonstração de certa independência, no contexto de Guerra Fria, tanta era a pressão norte-americana.

Mais surpreendente ainda foi a condecoração de Che Guevara com a Grã-Cruz da Ordem do Cruzeiro do Sul por Jânio Quadros em 1961. Foi um evento cercado de grande polêmica na imprensa, no congresso e entre militares. Alguns comandantes ameaçaram devolver as próprias condecorações. E houve até um princípio de motim do Batalhão de Guarda. O governador do estado de Guanabara, Carlos Lacerda, aproveitou a oportunidade para entregar as chaves do estado para Manuel Antonio (Tony) Varona, líder da anticastrista Frende Democrática Cubana.

Já antes de 1964, houve uma aproximação de Cuba com as Ligas Camponesas, de Francisco Julião, que chegou a falar na criação de centros de treinamento de guerrilha no Brasil.

Após o golpe de 1964, uma das primeiras medidas dos generais foi romper as relações diplomáticas co Cuba. E apoiar a ordem norte-americana para que todos os países americanos rompessem não só as relações diplomáticas com Cuba, mas também suspendessem todo o intercâmbio comercial, direto ou indireto, com a ilha.

Cuba, tornou-se então um dos principais destinos para os exilados brasileiros. E foi a grande inspiração para a luta armada no Brasil. Já em 1966, no mesmo momento em que Che Guevara partia à Bolívia, para sua última guerra, o Movimento Nacionalista Revolucionário iniciava sua desastrosa tentativa de recriar a Sierra Maestra na Serra de Caparaó, na divisa de Minas com Espírito Santo. O MNR não só se inspirava na revolução cubana, como também tinha algum tipo de apoio financeiro de Cuba. Apesar do fracasso em Caparaó (os guerrilheiros foram presos antes mesmo de disparar o primeiro tiro), diversos outros grupos vieram na sequência. Para irritação até de Moscou, Cuba tornou-se, pelo menos a propaganda, um centro de treinamento de guerrilheiros terceiro mundistas. O objetivo: criar uma, duas, três Cubas. É em Cuba, em uma entrevista para a rádio Havana, que Carlos Marighella anuncia seu rompimento com o PCB, que era contra a luta armada.

A historiadora Denise Rollenberg conta em seu livro O apoio de Cuba à luta armada no Brasil: o treinamento guerrilheiro (editora Mauad, 2001) o quanto a Ditadura brasileira acreditou na propaganda cubana:

Nos anos 1960 e 1970, uma mística envolvia a experiência do treinamento guerrilheiro em Cuba. E essa mística não envolveu unicamente a esquerda que buscava se preparar para enfrentar o sistema capitalista e o regime civil-militar instaurado em 1964. A documentação dos arquivos da repressão – trabalho de pesquisa, objetivos, preocupações, termos usados, e, sobretudo, o tratamento dado a quem havia passado pelo treinamento – mostra a importância que lhe era atribuída. Em novembro de 1972, por exemplo, o Centro de Informações do Exército organizou e fez circular pelos diversos órgãos de informação um dossiê detalhado de 107 páginas, com dados e fotos sobre todos os 216 militantes treinados ou suspeitos de treinados em Cuba.

Foi Cuba e não a URSS o grande inimigo externo da Guerra Fria particular dos generais brasileiros. O apoio cubano à esquerda brasileira tomou proporções surreais na imaginação e na propaganda da direita brasileira. A passagem (ou suposta passagem) por Cuba bastava como sentença de morte para militantes pegos pela repressão. “Dizia-se ‘a ilha’ ou ‘ponto 1′e todos nós sabíamos que era Cuba, nome tão impronunciável como nossos nomes”, conta o jornalista, e ex-preso político, Flávio Tavares.

A morte de Che Guevara, Marighella e o alinhamento completo de Fidel com a URSS marcaram o final do apoio cubano à expansão do movimento guerrilheiro pela América do Sul. A inspiração da minguante luta armada que entrou pelos anos 1970 no Brasil não era mais Cuba e sim o modelo maoísta, importado da China. Mesmo assim, e mesmo com o aniquilamento dessas últimas tentativas de luta armada no início dos anos 1970, Cuba continuou sendo “o inimigo” da ditadura militar brasileira. Se ir a Cuba não mais significava necessariamente a morte, continuava muito perigoso. No entanto, houve gente que continuou indo, agora não mais para treinar guerrilha, mas porque Cuba continuava como uma referência de resistência política e, talvez mais, de resistência cultural.

Em 1976, o jornalista Fernando Morais publica o livro-reportagem A Ilha, que descreveu o que viu em Cuba. O livro se transforma em grande sucesso de vendas.

Em 1978, Chico Buarque, Marieta Severo e o escritor Antônio Calado são detidos pela polícia brasileira ao desembarcar no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. Vinham de Cuba, onde tinham sido jurados do prêmio Casa de las Américas. Chico Buarque e Marieta Severo viajaram para lá já sabendo que teriam problemas na volta: “Devo confessar que aceitar o convite significava a atração do desafio, da transgressão, de ir ao lugar proibido. Viajar clandestino era meio difícil, no meu caso. Fui, então, às claras: no começo de 1978 viajei para Lisboa, fiz um programa de televisão e em seguida embarquei para Cuba” (entrevista para Humberto Werneck, Fernando Morais e Eric Nepomuceno). Apesar disso, a viagem deles marca certo relaxamento nas relações entre os dois países. Chico Buarque reforça a ponte: divulga a música cubana, grava “Yolanda”, de Pablo Milanés, e compõe “Tanto amar”, uma canção sobre Havana.

Em junho de 1986, após o final da ditadura, o Brasil reatou as relações diplomáticas com Cuba. Um pouco antes disso, em 1985, o teólogo brasileiro Frei Betto lançou o livro Fidel e a religião, baseado em uma longa entrevista com o líder cubano. Betto foi um dos principais articuladores da reaproximação entre o governo cubano e o Vaticano.

No entanto, quando em 1989 foi revelado que dom Paulo Evaristo Arns, então cardeal-arcebispo de São Paulo, havia escrito uma carta amistosa a Fidel (“a fé cristã descobre, nas conquistas da revolução, os sinais do Reino de Deus”), o escândalo foi grande na imprensa brasileira. O próprio Roberto Marinho escreveu um furioso editorial no jornal O Globo denunciando o que via como “Adesão ao ateísmo” por parte do cardeal. É simplesmente inacreditável (…), torna-se particularmente merecedora de repúdio pela opinião católica do Brasil”.

De lá para cá, e apesar de tudo, as relações entre Cuba e Brasil se desenvolveram aceleradamente, movidas não pela ideologia, mas pelo pragmatismo comercial. Já no governo de Fernando Henrique Cardoso, por exemplo, o BNDES fez um investimento de 25 milhões de dólares na exportação de ônibus para Cuba. Mesmo com as ótimas relações com a Venezuela de Hugo Chávez, Cuba não queria voltar à relação de dependência que havia tido com a URSS. Por isso, em 2008,  em sua primeira viagem internacional como presidente de Cuba, Raul Castro foi à Venezuela e de lá veio para o Brasil.

O envolvimento aumentou com o governo de Lula, quando o Brasil voltou a exercer o papel de intermediário nas tentativas de pacificar as relações entre os Estados Unidos e Cuba. Lula criticou o embargo econômico norte-americano dizendo que ele só era mantido por “insensibilidade, insensatez ou quem sabe interesses políticos eleitorais, porque não existe outra explicação, a não ser o ressentimento de um país grande que perdeu para um país pequeno”.

Lula foi além e falou de seu desejo de que Cuba se transformasse no “parceiro número 1″ do Brasil. Isso ainda não chegou a acontecer: no momento em que escrevo este texto, o Brasil aparece em terceiro lugar entre os parceiros de Cuba, atrás da Venezuela e da China. Mesmo assim, as exportações para a ilha quadruplicaram na última década, atingindo 450 milhões de dólares (segundo José Antonio Lima, em artigo publicado em janeiro de 2014 na revista Carta Capital).

Os investimentos culminaram na parceria na construção do porto de Mariel, uma obra de quase um bilhão de dólares que cria um dos maiores portos do Caribe. O investimento, por envolver Cuba, gerou grande polêmica no Brasil, ainda mais porque a notícia veio em período eleitoral. Mas, como sinal dos novos tempos, o próprio jornal O Globo fez, no dia 2 de março de 2014, um editorial favorável ao investimento: “A reconstrução do porto se tornou boa oportunidade de negócios para empresas brasileiras (…), tem uma posição privilegiada, que, no futuro será de grande importância(…). Mariel é um caminho para que empresas brasileiras se instalem nessa zona econômica especial”. E analistas econômicos insuspeitos de simpatias socialistas avaliam como uma aposta acertada que o Brasil fez ao se posicionar como grande parceiro de Cuba, ainda mais agora que o bloqueio norte-americano contra a ilha aparenta ter os dias contados.

Enfim, os tempo são outros. Diversos livros brasileiros se aprofundam na questão cubana e sua relação com o Brasil. Vários deles, inclusive alguns com passagens bem críticas ao regime cubano, como a biografia de Marighella por Mário Magalhães, são publicados e premiados em Cuba.

E nas livrarias brasileiras, clássicos como O pensamento de Che Guevara, de Michael Löwe, A Revolução Cubana: uma reinterpretação, de Vânio Bambirra, Da Guerrilha ao socialismo: a revolução cubana, de Florestan Fernandes, dividem espaço com livros dos próprios Che e Fidel, e até guias de turismo em Cuba, coisa que há quarenta anos soaria como piada do Pasquim. Em 2013, foram criados voos diretos de São Paulo para Havana, que levam todo ano milhares de turistas brasileiros, que vão dançar salsa, comprar charuto e aproveitar as praias caribenhas. Se forem hoje, ainda não encontrarão lá os cafés da rede Starbucks, mas também já não encontrarão campos de treinamento de guerrilha para visitar.

No entanto, no ruidoso debate político brasileiro, ainda se ouve: “Volta pra Cuba”. Talvez por uma sincera solidariedade pelos presos políticos cubanos, uma curiosa solidariedade seletiva que jamais se manifesta quando se fala em Arábia Saudita ou China, por exemplo. Ou talvez porque a Revolução Cubana, apesar da burocratização, do autoritarismo dos dirigentes e de tantas histórias tristes de repressão, ainda toque em um ponto sensível, ainda continue a incomodar o mundo com a ideia de que se construir uma sociedade mais justa e igualitária. A ideia de que uma nação deve se dedicar, antes de tudo, aos interesses do sistema financeiro internacional. Principalmente para nós, latino-americanos, há muito o que aprender com os erros e acertos da Revolução Cubana.

“Uma das melhores coisas sobre estudar o passado, um país ou uma cultura diferente é que isso pode nos permitir ver nossa própria realidade de outro ponto de vista”, conclui Aviva Chomsky. “Temos o hábito de tomar nosso contexto histórico como único. Até ficarmos cara a cara com outras possibilidades, é difícil para nós sequer conceber a existência delas. Para sermos capazes de imaginar um mundo melhor para todos nós, não consigo pensar em nada melhor do que começar a estudar a Revolução Cubana.”

Sim, teremos de voltar a Cuba.

Rogério de Campos